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Data:
2 de julho de 2005
Local:
Bairro Recanto Feliz, em Francisco Morato (Grande São Paulo)
Vítimas:
Ademir de Aquino, 30 anos, Carlos Alberto Silva,
18 anos, Israel Silva Santos, 23 anos, e
Luiz Antonio Fonseca de Oliveira, 28 anos
Agentes: quatro homens encapuzados
que se apresentaram como policiais
Relato do caso:
Apenas
seis dias depois da última chacina em São Paulo, mais quatro pessoas
foram assassinada por encapuzados que se apresentaram como
policiais. Às cerca de 20hs30 do dia 2 de julho de 2005 vizinhos
conversavam e bebiam em um bar situado
na rua José Ortiz Sanchez, no bairro do Recanto Feliz, em Francisco
Morato, Grande São Paulo, quando chegaram quatro homens encapuzados,
postaram-se à porta e se identificaram como policiais. No início
alguns pensaram que fosse brincadeira, em razão das festas juninas.
Mas logo em seguida os homens sacaram revólveres calibre 38 e
pistolas 380 e começaram a atirar várias vezes em direção às
vítimas. Depois fugiram a pé. Em outra versão seriam dois os
assassinos que chegaram em uma moto.
Foram assassinados
o ajudante Ademir de Aquino, de 30 anos, o
estudante Carlos Alberto Silva, de 18 anos, Israel Silva Santos, de
23 anos, e Luiz Antonio Fonseca de Oliveira, de 28 anos. Todos foram
atingidos com vários tiros na cabeça. Uma quinta pessoa, uma
senhora, foi também ferida com gravidade e encaminhada para a Santa
Casa de Francisco Morato.
Situação da
investigação:
Como sempre, a principal pista da polícia é um acerto de contas
entre criminosos, ou
disputa pelo comando do tráfico de drogas na região, uma forma de criminalizar as vítimas. Por incrível que pareça, a
polícia não aventa a hipótese de, mais uma vez, serem policiais os
assassinos, como tem acontecido nos últimos dias. Inclusive não leva
em conta que os homens se apresentaram como policiais e que,
conforme é voz corrente entres os moradores das comunidades pobres,
é a polícia que mata encapuzada. E não leva em conta o modus
operandi dos policiais nos casos de chacina, inclusive os tiros
na cabeça. O caso foi registrado no Distrito Policial de Francisco
Morato e seria investigado pela “equipe especial de chacinas” do
DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa).
Fontes:
Folha de S. Paulo, 04/07/2005; Estadao.com.br –
www.estadao.com.br 03/07/2005; Diário de S. Paulo,
04/07/2005; Bom Dia São Paulo/O Globo -
http://bomdiabrasil.globo.com /04/07/2005
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