CHACINA DO JAÇANÃ (ZONA NORTE DE SÃO PAULO) – 23 de fevereiro de 2006

 

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Data: 23 de fevereiro de 2006
Local: Bairro do Jaçanã (zona norte de São Paulo)
Vítimas: Pâmela, de 13 anos, Alexandre Antônio de Souza, de 29 anos e Mário Andrade de Oliveira, 48 anos
Agentes do Estado: policiais militares não identificados

Relato do caso: Na madrugada de 23 de fevereiro de 2006, Alexandre Antônio de Souza, desempregado, de 29 anos, e a menina Pâmela, de 13 anos, saíam de um bar quando foram alvejados por tiros, no bairro de Jaçanã (zona norte de São Paulo). Alexandre havia caminhado cerca de cem metros, quando recebeu três tiros: no tórax, rosto e ombro. Pâmela foi morta com dois tiros nas costas. Também foi morto o tatuador Mário Andrade de Oliveira, o Peninha, aparentemente porque estava no local e podia reconhecer os criminosos.

   As famílias das vítimas dizem que testemunhas oculares estão dispostas a testemunhar e a identificar os assassinos. Familiares, testemunhas e moradores da região são contundentes em afirmar que o triplo assassinato foi praticado  por pelo menos dois policiais militares que atuam como seguranças dos bares e casas noturnas da região. O objetivo da chacina era o de matar Alexandre, que era usuário de drogas e estava sendo ameaçado. Esses seguranças queriam expulsá-lo da região e diz-se que querem fazer o mesmo com todos os “nóias” (drogados). Outras pessoas estariam na lista de condenados à morte, inclusive um colega de Alexandre que preferiu esperar clarear o dia para sair do bar. Segundo ele, a dupla de policiais já os vinha rondando há alguns dias e na noite do crime, entrou no bar para aterrorizá-los.

   Uma outra explicação aventada para o crime seria o fato de Alexandre ter dívida de drogas. Mas neste caso tal hipótese implicaria em imaginar que esses dois policiais militares-seguranças de casas noturnas teriam ligações com traficantes de droga que estariam cobrando a dívida, ou seriam eles próprios traficantes.

Situação da investigação: O DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) considerava estar prestes a esclarecer o crime. O Delegado Fábio Guedes Rosa, titular da Delegacia de Chacinas, afirmou que o esclarecimento poderia se dar em poucos dias. Mais de cinco testemunhas já tinham sido ouvidas, algumas delas até mais de uma vez.

Fontes: Jornal da Tarde, 25/02/2006; Estado de S. Paulo, 25/02/2006