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“Olha, que tipo
de gente!” Sandro Wellington de Jesus, 24 anos
Valdênia
Aparecida Paulino
Sandro é um dos seis filhos de Marisa. Não sei
dizer o nome do pai, pois a mãe criou, praticamente sozinha, seus
filhos na favela do Elba. Muito se orgulha pelo fato dos filhos não
terem virado “bandidos”.
Sandro cresceu dentro da favela cercado por jovens
envolvidos com tráfico de drogas e outros tipos de práticas ilícitas.
Contudo, afirma que seu envolvimento foi experimentar baseado (cigarro
de maconha) por duas vezes. A única vez que esteve na Febem, não foi
porque estava traficando, mas porque foi levado junto com outros
jovens apreendidos. Na ocasião, a autoridade judiciária da infância
aplicou a medida socioeducativa de liberdade assistida a fim de
possibilitar que Sandro tivesse o atendimento da assistência social.
Tanto é que seu acompanhamento foi muito tranqüilo e ele nunca mais
teve qualquer passagem pela Vara da Infância ou Delegacia de Polícia.
Ademais, a exemplo de outras pessoas que moram na favela, Sandro foi
abordado várias vezes por policiais e em seguida liberado.
Quando criança, sempre participou das atividades
dos projetos sociais em horários extra-escolares. Quando adolescente,
tomou parte em atividades culturais promovidas pelo Centro de Defesa
da Criança e do Adolescente Mônica Paião Trevisan. Era também ativo na
Comunidade Católica São José Operário.
Sandro sempre gostou de trabalhar. Fazia bico aqui
e ali. Ajudava a família e “curtia” as meninas.
Quantas vezes, entre educadores e lideranças da
comunidade, comentamos a história de Marisa, mãe de Sandro: morar num
barraco tão pequeno com tantos filhos, zelar por todos eles em
situação social tão adversa à dignidade humana e estar sempre
bem-humorada e solidária. Todos os seus filhos trabalham e se ajudam.
Quanto ao Sandro, este sentia-se muito satisfeito
porque estava obtendo bons rendimentos no lava-rápido na cidade de
Santo André e, finalmente, podia ir para excursão à Aparecida do Norte
no dia 23 de outubro de 2004, organizada por dona Celeste, uma
moradora da favela.
Não sabia Sandro que tentar participar da excursão
iria lhe custar a liberdade.
Para entender melhor o que vem depois, precisamos
descrever a região onde mora e a relação com o Poder Público.
Jardim Elba é uma das 32 favelas da região de
Sapopemba, zona leste de São Paulo. Esta favela faz divisa com a
cidade de Santo André. Muitas pessoas desta favela trabalham, estudam
e fazem uso dos serviços na cidade de Santo André devido à
proximidade.
Por estar na divisa entre a cidade de São Paulo e a
cidade de Santo André, e também próxima às cidades de São Caetano e
Mauá, a favela se tornou um ponto estratégico para práticas
delituosas. Durante muitos anos, a presença do Poder Público se deu
apenas através da polícia, que, na maioria das vezes, aparece para
fazer acertos com traficantes e maltratar os moradores.
Para os moradores o desafio é sobreviver entre a
violência dos jovens envolvidos na criminalidade, a violência policial
e o descaso do Poder Público.
Naquela região há uma creche e um centro de saúde
que ficam em um espaço cedido pela Igreja Católica. Não existem
atendimentos diretos da Prefeitura ou do Estado. Qualquer outro
recurso, como a escola, deve ser buscado fora do bairro.
A violência policial na região já foi objeto de
várias denúncias. Para ilustrar, segue abaixo uma lista de práticas
cometidas pelos agentes do Estado que deveriam promover a segurança:
- violência sexual contra adolescentes usuárias de
drogas;
- tortura contra moradores;
- extorsão contra jovens que cumprem livramento
condicional;
- abuso de autoridade e tratamento vexatório (tal
como abrir marmita de trabalhador e jogar a comida fora dizendo que
“se é para levar aquilo como comida era melhor não comer”; rasgar
documentos porque, dizem, bandido também tem documento; etc.);
- invasão nas casas sem ordem judicial;
- prisões com flagrante forjado;
- roubo de objetos nas casas invadidas;
- calúnia e injúria (ofendem as pessoas, chamam as
mães de vagabundas, entre outras palavras de baixo calão);
- execução sumária.
Além das práticas acima relatadas, é muito comum
ter incursões da polícia acompanhada pela mídia sensacionalista.
Todas as vezes que a região aparece na televisão através de uma
situação de violência, dias depois cresce o número de pessoas que, sem
saber o porquê, perdem o posto de trabalho.
Outro aspecto preocupante para a população se dá na
prática dos registros das pessoas abordadas. Os agentes policiais, 99%
homens, abordam as pessoas com critérios aleatórios, revistam as
pessoas, anotam seus nomes na lista dos averiguados e as dispensam.
Nunca nos foi dito para onde vão esses nomes. Contudo, estas listas já
foram utilizadas por policiais em processos criminais para justificar
as arbitrariedades cometidas pelos mesmos nas favelas. A apresentação
das listas dos averiguados servem de álibi para dizer que naquela
região há muita violência.
Essa prática já foi mais intensa. No ano de 2004
conseguimos realizar várias audiências públicas com a presença de
representantes do Ministério Publico, Poder Legislativo Estadual e
Municipal, professores universitários, representantes de entidades de
Direitos Humanos, entre outras autoridades. Nestas audiências os
moradores fizeram as denúncias e buscaram providências junto às
autoridades competentes. No ano de 2005 começamos a sentir algumas
mudanças positivas com relação à atuação da polícia, seja civil, seja
militar.
É neste contexto social que Sandro heroicamente
chega vivo aos 24 anos de idade.
Não obstante as dificuldades do cotidiano, a vida
seguia e, finalmente, chegara o dia 23 de outubro, dia em que Sandro
iria participar da excursão para a cidade de Aparecida do Norte.
Na noite do dia 22, Sandro vai com a namorada - ou
"ficante", como denominam os jovens - para o forró até chegar o
horário de partida da excursão. O forró ficava próximo precisamente da
Avenida Marginal do Oratório, paralela à rua da qual sairia o ônibus
da excursão. Ali cada bar tem um aparelho de som e um forró tocando.
Alcançadas as 4h00 da manhã, Sandro sai do forró em
direção ao ônibus. Quando passava na altura do nº 900 foi atingido por
um tiro disparado por policiais que alvejavam outro jovem de nome
Paulo Maciel. Paulo foi executado ali mesmo. Sem saber o que estava
acontecendo, Sandro correu em direção à sua casa e ali ficou até às
6h30, quando se dirigiu ao Hospital Santa Casa, de Santo André, para
ser socorrido. Teve que agoniar na dor da ferida até ter certeza que
os policiais já haviam saído da favela. Pois quem mora ali sabe que a
polícia primeiro mata e depois pergunta quem é, como se estivessem em
uma infindável guerra civil.
Sandro foi socorrido, mas foi retirado do hospital
pelos mesmos policiais que atiraram nele. Foi levado para o 70° DP e
lá acusado de ser traficante e homicida. Depois de ficar preso por um
mês, foi beneficiado pela liberdade provisória, pois não havia provas
que sustentassem sua prisão.
Na ocasião, Sandro pediu para que não fosse dada
continuidade às denúncias que tínhamos feito contra os policiais, pois
tinha medo da ameaça de matar seus irmãos e sua mãe, feita pelos
policiais, caso a denúncia contra estes se concretizasse.
Concedida a liberdade provisória, Sandro continuou
a trabalhar. Com o passar do tempo conseguiu trabalho registrado,
construiu ele mesmo um cômodo para morar com sua companheira com a
qual tem um filho e seguia sua vida. Este cômodo fica ao lado da casa
de sua mãe, local onde nasceu e se criou sem nunca ter mudado dali.
Um dia foi ao Poupatempo tirar um documento e ficou
detido. A partir daí Sandro iria descobrir que sua situação de pobreza
seria sua pior sentença. Assim como o foi para tantos outros jovens da
favela.
A partir deste momento vamos acompanhar a
trajetória de Sandro até o dia 16 de janeiro de 2008, dia do seu
julgamento.
Sandro é preso porque não havia comparecido a uma
audiência da qual ele nunca recebeu intimação. Segundo o oficial de
justiça, o seu endereço não fora localizado. Por ironia a casa de
Sandro é uma das mais fáceis a ser localizada na favela porque fica
próxima à rua de asfalto.
Desde então a mãe de Sandro procurou o CDHS
(1) e passamos a orientá-la. A primeira atitude foi
telefonar a uma defensora de confiança para que nos indicasse um bom
defensor público. Afinal tratava-se de uma pessoa inocente presa
injustamente. Esta orientou a mãe de Sandro a levar documentos que
fossem importantes para a defesa até o Fórum Criminal da Barra Funda.
Ajudamos Marisa, mãe de Sandro, a preparar o material: cópia da
denúncia na Ouvidoria de Polícia; cópia da lista das pessoas que iriam
viajar para a cidade de Aparecida do Norte no dia 23 de outubro de
2004; cópia de comprovante de trabalho e endereço; cópia da certidão
de nascimento do filho; nomes de testemunhas, inclusive o meu.
Ao chegar ao Fórum, Marisa entregou os documentos a
uma moça da sala da Defensoria. A cada ida ao Fórum Marisa falava com
um defensor diferente. Sempre diziam que o anterior estava de férias
ou em outra atividade. Em um ano Sandro teve cinco defensores
diferentes. Dada a mudança contínua de defensor, a Dra. Renata,
(2) advogada do CDHS, chegou a ligar várias vezes e falar
com uma defensora. Olhando o processo se observa que os defensores que
passaram pelo caso se manifestaram nos autos, mas o caso nunca teve
titular.
Preocupada com a situação de Sandro, procurei um
promotor em quem confiava e pedi orientação, pois Sandro era inocente.
O mesmo disse que eu o procurasse com os dados do processo, que iria
ver o que se poderia fazer. Ironia do destino, era ele o promotor do
caso. Por conta de trabalhos profissionais acabei procurando o
promotor apenas dias antes do júri. Este me disse que iria dar
trabalho no julgamento do Tribunal de Júri, pois não acreditava na
inocência de Sandro. Tentei argumentar, demonstrando através de
recortes de jornais, o quanto a polícia era truculenta na região.
Mostrei a cópia da denúncia que fizemos à época, na Ouvidoria de
Polícia, e relatei que conhecia o jovem, que havia ouvido muitas
pessoas e que Sandro era inocente.
Procurei, dois dias antes do júri, o defensor que
iria fazer a defesa. O defensor estava de férias e quem iria fazer a
defesa era o Defensor Dr. Ricardo (3). Faltando dois dias para o Júri,
o caso ainda não havia sido estudado. Contudo, Dr. Ricardo nos
acolheu, ouviu o que tínhamos a dizer e se comprometeu a estudar com
mais carinho o caso.
Sandro nunca soube quem fora seu defensor, pois
cada vez que ia ao Fórum havia um rosto diferente. Somente com o nosso
auxílio soube antecipadamente que no Júri iriam defendê-lo os
defensores Dr. Ricardo e Dr. Mário (4).
Saliente-se que os jurados eram todas pessoas que
habitam em ruas asfaltadas, ou seja, desconhecem como a vida se
realiza em uma favela. A maioria deles tinha nível universitário.
A Juíza: como
se não bastasse a expressão de desprezo em seu rosto ao olhar para os
familiares de Sandro e para as pessoas da comunidade que atravessaram
a cidade para acompanhar o julgamento, ainda disse para um
funcionário, referindo-se às pessoas ali presentes: “Olha o tipo
desta gente.” Determinou que a qualquer conversa ou manifestação,
ainda que no horário de intervalo, os policiais retirassem “aquelas
pessoas” da sala da audiência.
Como fui testemunha de defesa, fiquei sem assistir
boa parte das oitivas das testemunhas.
Depois soube que os policiais caíram várias
vezes em contradição, mas foram tratados com respeito. As testemunhas
de Sandro, pelo contrário, foram ali inquiridas como se tivessem
cometido os piores crimes contra a humanidade. O pior estava por vir
nos debates.
A testemunha que organizou a excursão, uma senhora,
foi ofendida todo o tempo como criminosa perigosa somente pelo fato de
ter duas filhas que respondem processo-crime e um filho doente. Ao
final do Júri esta senhora disse: “Hoje eu fui julgada com o Sandro e
condenada com ele.”
Depois de mais de 23 anos de trabalho com
reconhecimento nacional e internacional, eu sou apontada pelo promotor
como quem passa a mão na cabeça de "bandido".
Um senhor de 72 anos, que foi uma das testemunhas
dos fatos antecedentes, foi completamente ignorado. Como se o seu
parecer sobre sua comunidade e conhecimento da pessoa de Sandro não
fizesse nenhuma diferença para a humanidade.
Para sustentar a acusação, o Promotor
santificou os policiais e antecipou aos defensores públicos que se
eles dissessem qualquer coisa contra os policiais seriam processados.
Não parou ai. Ofendeu pessoas públicas de nível nacional e
internacional, como o Presidente da República e um médico legista
citado ocasionalmente, (5) entre outras pessoas que nada tinham com o
caso e sequer tinham seus nomes citados nos autos.
Dentre os questionamentos do Promotor, estavam os
seguintes argumentos:
- Por que alguém iria a um forró para depois ir a
Aparecida do Norte?
- Por que uma pessoa do Jardim Elba é socorrida na
cidade de Santo André e não na cidade de São Paulo?
- Ao se referir à morte de Paulo Maciel, executado
pelos policiais militares na madrugada do dia 23 de outubro de 2004,
ressaltou que se tratava apenas de mais um bandido morto.
- Ressaltou ainda que é um absurdo a família do
Sandro estar recebendo auxílio reclusão, que tal benefício é
“bolsa-bandido”; e ainda que, neste caso. seria melhor que Sandro
continuasse preso, pois assim a família continuaria recebendo às
custas dos trabalhadores a “bolsa-bandido”.
A Defesa
foi muito respeitosa e procurou o tempo todo trabalhar em cima de
fatos e da lei.
Sala secreta: ouvimos o grito da juíza e depois
soubemos também que o corpo de jurados teve dúvidas em alguns
quesitos, mas que não lhes foi permitido uma nova apreciação dos
mesmos. Segundo os Defensores, se a Juíza houvesse permitido o
esclarecimento Sandro teria sido absolvido. Afinal Sandro foi
condenado por quatro votos contra três, sendo prolatada a sentença de
24 anos de reclusão (6).
Sandro continua preso.
A comunidade está ofendida e desacreditada da
Justiça.
Os policiais militares estão autorizados a matar.
Passaram quatro dias para que eu tivesse forças
para relatar aquela tarde, noite e madrugada, pois chegamos ao Fórum
Criminal da Barra Funda às 12h30 e saímos as 2h30 da madrugada.
Meus sentimentos ficaram muito misturados,
confusos.
O Sandro
é inocente e um excelente rapaz. Paulo Maciel foi executado por
aqueles policiais.
O Promotor
é
conhecido por sua seriedade, e eu mesma já fui testemunha arrolada por
ele em um caso. Dessa vez atuou com ética, técnica e emoção. Mas nada
que aproximasse ao que aconteceu no dia 16 de janeiro no Júri do
Sandro. Mesmo no caso do Sandro, conversou comigo e deu orientações.
Difícil de entender a manifestação de tanta raiva e agressividade
quando ele sequer conhece Sandro, sua família e sua comunidade.
Foram dois os Defensores que atuaram na
defesa no Júri: Dr. Ricardo e Dr. Mário. Dois jovens recém ingressados
na carreira. Apesar de pegar o caso dias antes da audiência fizeram o
que foi possível dentro daquele tempo. Mas isto não exime a
responsabilidade da Defensoria no curso de todo o processo.
A equipe do CDHS, consciente do
desconhecimento da realidade por parte da Defensoria Pública e da
Promotoria de Justiça, fez um acompanhamento in loco, ou seja,
seguimos o processo no balcão do cartório.
A Ouvidoria de Polícia, quando procurada um
dia antes do julgamento, nos informou que iria enviar um ofício para
saber como estava o caso. O Promotor havia pedido o arquivamento do
inquérito contra os policiais vários meses antes.
As pessoas do corpo de Jurados eram boas,
muito boas, mas não conhecem favela, não moram em favela, muito
provavelmente nem moram em bairro de periferia. Não conhecem de perto
a prática cotidiana da polícia nas favelas. Os jurados ouviram do
Promotor que os policiais representam o Estado e que trabalham para
proteger a população, que na favela só tem bandido e tráfico de
drogas. Assim, uma condenação de quatro votos contra três aponta que
os jurados não são estúpidos.
Todo este processo me tocou no mais íntimo e no
mais profundo do que alcanço do conceito de Justiça. Assim, se
queremos o mínimo de justiça, será preciso repensar o corpo de
jurados.
Por exemplo: os operadores da lei (juízes e
promotores, salvo raríssimas exceções) vêm das classes média e alta.
Não conhecem o que é pobreza e muito menos a dinâmica dos bolsões de
miséria. A proteção é sempre em desfavor do negro e do pobre. Há
juízes e promotores que pisam no barro, mas esses são raros e
perseguidos dentro do próprio Sistema Judiciário.
Entretanto, ainda nos resta uma alternativa: os
jurados. Segundo a normativa legal, os jurados devem ser pessoas do
povo, pessoas que representem a sociedade. Se a pessoa que esta sendo
julgada é da favela, se o fato ocorreu na favela, seria oportuno e
legal ter pessoas que representem esta parte da sociedade, que até
hoje sequer é considerado parte da chamada “sociedade”. Afinal, a
presidente daquele Tribunal do Júri, Meritíssima Juíza, se referiu às
pessoas desta parte da sociedade como: “Que tipo de gente!”
Se é certo que para julgar é preciso conhecer,
então vamos realizar uma campanha para inscrever pessoas das favelas,
a fim de inclui-las no corpo de jurados do Tribunal do Júri. Desta
forma, os jurados saberão o que é sair para ser socorrido só depois
que a polícia não estiver mais na rua.
Sandro é um preso político.
Está preso por conta da condição de pobreza em que
foi criado e em que vivia quando alvejado por um policial.
Ainda dá tempo.
Valdênia Aparecida Paulino
São
Paulo, 20/01/2008
1)Centro de Direitos Humanos de Sapopemba (nota do OVP-SP)
2) Dra. Renata Marques Silva (nota do OVP-SP).
3) Dr. Ricardo Fagundes Gouvêa (nota do OVP-SP).
4) Dr. Mário Henrique Ditticio (nota do OVP-SP).
5) Dr. Ricardo Molina (nota do OVP-SP).
6) Artigo 121, parágrafo 2º, inciso V e artigo 14, inciso II do Código
Penal, por três vezes (nota do OVP-SP).
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