Data:
16 de
junho de 2004
Local: FEBEM,
Unidade de Atendimento Inicial (UAI) do Brás
Vítima:
Gilson
Andrade, de 17 anos
Agente
do Estado:
um
policial militar
Relato
do caso:
O
adolescente de 17 anos Gilson Andrade havia saído pela manhã da Unidade
de Semi-liberdade de Progressão da UAI (Unidade de Atendimento Inicial) da
FEBEM, no Brás, para uma entrevista de emprego. Os dois policiais que
atenderam o caso, um deles o autor dos tiros que mataram Gilson,
declararam que ele não compareceu à entrevista de emprego. Declararam
ainda que ele teria sido preso em virtude de um assalto: ele e mais um
rapaz teriam sido detidos às 13hs30, depois de roubar uma corrente de ouro
de uma mulher, na região de Santa Cecília, Centro de São Paulo, ocorrência
registrada no 77º Distrito Policial (Santa Cecília). Os dois policiais
militares deixaram a delegacia por volta das 20hs e levaram o adolescente
de volta para a UAI.
Segundo a
versão dos dois policiais, dentro da sala de internação Gilson teria
retirado o revólver da cintura de um deles, um sargento, e teria chegado a
colocar o cano da arma na cabeça dele. Então o outro policial atirou.
Sempre segundo essa versão da polícia, Gilson chegou a apertar o gatilho,
porém, estranhamente, tendo o cano da arma apontado para a cabeça do
sargento, não conseguiu atingi-lo, tendo o único tiro acertado o teto da
sala de internação da UAI. O soldado da polícia militar que atirou,
entretanto, acertou quatro tiros em Gilson, matando-o nessa sala da UAI da
FEBEM.
Situação
da investigação:
O
policial militar que atirou alegou legítima defesa. Não se tem notícia de
nenhum inquérito para averiguar a veracidade das declarações dos dois
policiais militares envolvidos no crime. A FEBEM sequer forneceu os nomes
dos dois.
Fontes: Folha online -
http://www.folha.uol.com.br/- 16/06/2004; Folha
de S. Paulo, 17/06/2004; Diário de S. Paulo, 17/06/2004