DEBATE TEÓRICO

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Angela Mendes de Almeida
- "O papel da opinião pública na violência institucional" - "Análise do papel da opinião pública na violência institucional, voltada quase que exclusivamente contra os habitantes dos territórios da pobreza, as favelas e bairros periféricos pobres, tomando, em primeiro lugar, os exemplos das Conferências de Direitos Humanos e o de pesquisa encomendada pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República sobre como são encarados os direitos humanos pela população brasileira, e em segundo lugar, a narração dos fatos na imprensa escrita, falada e televisiva que banaliza a violência, omitindo a questão da legalidade. Em seguida se analisará como esta banalização acarreta a conivência com violações aberrantes face a certas denúncias, bem como a freqüência com que processos judiciais terminam em escandalosas absolvições. Por fim se analisará o que há por trás dos slogans e frases de efeito da opinião pública obscurantista quando justifica a violência institucional contra a pobreza." - Texto apresentado no 29º Congresso da LASA (Latin American Studies Association), Rio de Janeiro, Brasil, julho 2009. http://lasa.international.pitt.edu/members/congress-papers/lasa2009/files/MendesAlmeidaAngela.pdf
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Angela Mendes de Almeida - "Estado autoritário e violência institucional" - "O efeito da violência urbana só aparece, para a maioria adepta do senso comum, em espasmos dramáticos, logo abafados pela vida que continua. Os acontecimentos são empurrados para as páginas policiais dos jornais e metamorfoseados em fenômenos genéricos como o chamado "aumento da violência", de origem difusa e desconhecida. O papel dos agentes do Estado nessa violência e sua característica de ser voltada exclusivamente contra os pobres, não arranha a convicção do Brasil ser um Estado democrático de Direito." - Texto apresentado no XXVII Congresso da LASA (Latin American Studies Association), Montreal, Canada, setembro 2007.
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Vera Malaguti Batista
- "O realismo marginal: criminologia, sociologia e história na periferia do capitalismo" -
"Para que serve a criminologia no Brasil, no momento histórico do encarceramento em massa? Devemos servir à manutenção da ordem do capitalismo de barbárie ou servir de dique utópico contra esta ordem?" Texto apresentado na Mesa Redonda "Estado de Direito e Violência Institucional", promovido pelo Observatório das Violências Policiais-SP, do Centro de Estudos de História da América Latina (CEHAL) - Núcleo Trabalho, Ideologia e Poder, do Departamento de História, PUC-SP, em 18/05/2007. (A ser publicado em MELLO, Marcelo et al. Sociologia e Direito: Explorando Interseções. Niterói: PPGSD/UFF, 2007) -
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Paulo Arantes
- "Duas vezes pânico na cidade" -
“São Paulo é uma cidade morta: sua população está alarmada, os rostos denotam apreensão e pânico, porque tudo está fechado, sem o menor movimento. Pelas ruas, afora alguns transeuntes apressados, só circulavam veículos militares (...) com tropas armadas de fuzis e metralhadoras. Há ordem de atirar sobre quem fique parado na rua”. Esta cidade esvaziada pelo medo não é a megalópole do século XXI que na noite de 15 de maio de 2006 se auto-impôs um humilhante toque de recolher por motivo de uma surpreendente onda de ataques cuja cadeia de comando – sem nenhum favor ao trocadilho fácil, porém exato – remontava a uma ordem emanada do interior de um gigantesco sistema prisional rebelado há três dias em pelo menos 73 das 105 prisões semeadas ultimamente no território de todo o Estado de São Paulo por uma política de encarceramento de proporções inéditas, mesmo para um país de forte tradição punitiva no trato brutal com os de baixo. Mas uma cidade ainda provinciana, mesmo na condição de principal aglomeração industrial do país, ... (Publicado em Extinção. São Paulo: Boitempo, 2007, pp. 295-311. Publicado inicialmente na revista Punto de Vista, nº 85, Buenos Aires, Agosto 2006)
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