◊ Wesley Denílio / Black Delírio: "Todo poder está nas mãos do opressor/ até mesmo os soldados armados que propagam o terror/ o desgraçado sabe a qual classe pertence/ mas faz tudo errado / capitão-do-mato/ que persegue escravo rebelde/ tortura, humilha/ mata pai de família" No rap de Wesley Denílio, o Black Delírio, estudante universitário de cinema, músico e rapper na favela do Acari, na zona oeste do Rio de Janeiro, citado na matéria "Blitz", do jornalista Luiz Maklouf Carvalho, na revista Piauí, maio de 2007, p. 40 - Voltar ◊ Antonio Funari Filho: "Há policiais que são violentos, que torturam e que matam. (...) Existe violência nas abordagens, inclusive torturas durante o transporte para a delegacia, na mala da viatura, ou a prática de roleta russa, que não deixa marcas". Na matéria "Blitz", do jornalista Luiz Maklouf Carvalho, na revista Piauí, maio de 2007, p. 40 - Voltar ◊ Antonio Uostom Germano: "Era excelente antigamente: Cê botava tomando choque a madrugada toda, precisava punir não, choque e porrada. Aaahhhh [simula grito de dor]! De manhã, ele estava enquadrado, entendeu? Com o orgulho até desencarnado. Infelizmente, é democracia, eu não posso fazer isso, tenho que seguir o rito legal. Vontade não me falta! Não me falta. (...)Tortura! Pediu dez pratas pro polícia. Bota ele a noite inteira! Magnésio! Os mais novos não sabem nem o que é magnésio [eletrochoque]. Magnésio: segura uma ponta e uãaaaaa [simula grito de dor], treme que nem perereca! (...) Como tá na democracia, eu só posso punir. Minha vontade, se tá na ditadura militar, é botar tomando choque elétrico a noite inteira. Meu sonho é voltar essa ditadura, ahhhhh! (...) Não posso fazer, tem que seguir os limites da lei e a gente vai cumprir os limites da lei." Na matéria "Oficial defende tortura contra corrupção", Folha de S. Paulo, 29/05/2007 http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2905200714.htm - Voltar ◊ Alberto Zacharias Toron: "Decreta-se a prisão temporária, a Polícia Federal exibe o preso como um troféu, algema-o desnecessariamente e o exibe em horário nacional. É um ‘escracho’. O que se fazia, antes, contra preto, pobre e puta é feito com outros presos. E há quem aplauda". Declaração citada na matéria "Algema é para preto, pobre e p...", do blog de Paulo Henrique Amorim, "Conversa Afiada" 23/05/2007 http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/433501-434000/433706/433706_1.html - Voltar ◊ José Serra: "Mas a lei infelizmente estabelece períodos para isso". (Atualmente, o tempo permitido por lei é de 180 dias, prorrogáveis por mais 180 dias desde que exista um fato notório no processo). "A meu ver, não é uma lei adequada para o combate ao crime organizado". Na matéria "Governo José Serra defende Regime Disciplinar Diferenciado com duração indefinida", Governo do Estado de São Paulo, 10/05/2007 - Voltar ◊ José Gregori: "O que me deixa aterrado é a polícia americana ter chegado a esse grau de boçalidade. Você, como delegado, tem de saber quem prende". Na matéria "Após acusação de furto, Sobel é internado", Folha de S. Paulo, 31/03/2007 http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff3103200712.htm - Voltar ◊ Paulo Vannuchi: "No colapso do sistema prisional, na medida que nós não tivemos nos últimos 30 anos a construção de um sistema norteado pela melhor política de segurança pública assentada na lei, no respeito aos direitos humanos, na boa formação policial, no bom salário para as polícias e na punição implacável para agentes de segurança pública envolvidos em quadrilha e corrupção, por exemplo, o RDD se faz necessário" Segundo ele, o militante e o especialista não podem levar a defesa dos direitos humanos "a um ponto de cegueira" em que, diante do colapso do sistema de segurança pública, sejam adotadas medidas "que valiam há 80 anos". O ministro afirmou que o RDD tem a constitucionalidade discutida na Justiça e pode ser substituído por políticas de médio prazo. Em entrevista à Agência Brasil, "Isolar presidiários é 'ato de emergência' necessário, diz Vannuchi", 15/03/2007 http://www.assuntoprincipal.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=756&Itemid=2 - Voltar ◊ Paulo Vannuchi: "Esse tipo de tortura (a que se vinga, devido à impunidade) fortalece o crime, pois veja o caso do PCC, de São Paulo. A facção criminosa nasceu em Tremembé, uma prisão no Estado de São Paulo, em que o diretor do presídio instituiu uma pratica criminosa em que cada preso que chegasse era submetido a espancamentos por mais de 15 minutos". Na matéria "Ministro: 'tortura vingativa' de policiais criou o PCC", Terra, São Paulo, 07/03/2007 - Voltar ◊ Cláudio Lembo: "Na crise do PCC, figuras da minoria branca queriam a lei de talião. Queriam que se matassem todos, para preservar a eles, da minoria branca. Isso foi o que me irritou mais. Nós estávamos num momento extremamente difícil e tínhamos que mostrar que o Estado pode vencer dentro da lei. Telefonaram, e uns poucos vieram aqui." Em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, "Sou conservador, mas não sou burro; vejo o vulcão social", Folha de S. Paulo, 31/12/2006 http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc3112200624.htm - Voltar ◊ Fábio Konder Comparato: Onde estão os defensores da lei? E, antes de mais nada, quem faz a lei? No interesse de quem? Estarão o Ministério Público e a magistratura habilitados a entender que, num Estado democrático de Direito, os crimes cometidos pelas forças policiais são sempre mais graves que os praticados pelos bandidos, pois a polícia é mantida com recursos públicos e age em nome de todos os cidadãos? Artigo "O teatro político", na Folha de S. Paulo, 02/06/2006, a propósito dos acontecimentos de maio de 2006, no Estado de São Paulo http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0206200608.htm - Voltar ◊William Professor: "Não é o tráfico que é violento. É o modelo econômico que produz essa violência. (...) Passei 13 anos no [complexo de presídios de] Bangu e posso dizer que aquilo lá é uma vergonha para a democracia. Já fui torturado no Dops [órgão de repressão ligado ao regime], mas posso dizer que o que estão fazendo em Bangu 3 é pior do que o que faziam na ditadura. Na ditadura, a porrada era explícita, mas os presos tinham um colchão, uma comida melhor, sabonete, pasta de dente. Hoje não dão nada. Nem medicamento. Os presos morrem por omissão. Naquela época não morria tanta gente como agora." Declaração de William da Silva Lima, 62 anos, conhecido como "William Professor" e como fundador do Comando Vermelho (CV), preso há 37 anos, no Fórum de Política Criminal Alternativa, organizado pela Faculdade de Direito Evandro Lins e Silva, no Rio de Janeiro, em 3 de junho de 2005 - Folha de S. Paulo, 05/06/2005 - Voltar
◊Chico
Buarque: “Assim como o futebol ou o pagode, o tráfico virou um veículo
de ascensão, de chance de ter dinheiro, poder,
mulheres e fama, mesmo ao preço de uma vida muito curta. É o que se
reserva para um menino sem estrutura familiar, sem emprego, sem quase
nada. Eu não vejo outra saída para a violência ligada ao tráfico senão a
descriminalização de alguma forma, não sei se total ou parcial, das
drogas. Na entrevista “Querem exterminar os pobres do Rio”, sobre um sentimento difuso a favor do apartheid social que hoje toma conta da sociedade brasileira, ao jornalista Fernando Barros e Silva, Folha de S. Paulo, 26/12/2004” - Voltar ◊ Cecília Coimbra: "A gente sobreviveu a isso, a gente tem de falar sobre isso. Porque é aquela coisa que eu canso de dizer: as pessoas ficam horrorizadas porque a tortura não foi feita para nós, classe média, a tortura foi feita para a pobreza, para os malditos marginais. Naquele momento éramos terroristas. Agora, hoje, neste momento, alguém está sendo torturado no país e a gente finge que não sabe" Na entrevista "A caixa-preta da ditadura", sobre a necessidade de abertura dos arquivos da ditadura militar, aos jornalistas Marisa Alvarenga, Natalia Viana, Paulo Eduardo Gomes, Marcelo Salles e Breno Costa, Caros Amigos, nº 92, novembro de 2004 - Voltar ◊ Henry Sobel: "O judaísmo condena categoricamente a pena de morte. Mas, na qualidade de pai, defendo a pena de morte em casos excepcionais, como esse," declarou aos jornalistas o rabino Henry Sobel, presidente do rabinato da Congregação Israelita Paulista, ao final da manifestação “Paz com Justiça”, realizada em 22/11/2003, organizada por familiares e amigos dos namorados Felipe Caffé, de 19 anos, e Liana Friedenbach, de 16 — assassinados num sítio, na divisa de Embu-Guaçu e Juquitiba, na Grande São Paulo – por um grupo cujo “mentor” seria um menor. A manifestação pedia ainda a diminuição da idade penal. Diário de S. Paulo, 23/11/2003 e 24/11/2003; Catolicanet: http://www.catolicanet.com.br, 24/11/2003 - Voltar ◊ Aloizio Mercadante: "Eu acho que crimes recorrentes, hediondos, como sequestro seguido de morte , estupro seguido de morte precisam realmente romper o teto de 30 anos", declarou o deputado, no contexto de comentários sobre o assassinado do prefeito de Santo André, Celso Daniel, e sobre a pena de prisão perpétua, à saída de uma reunão emergencial de petistas. Folha de S. Paulo, 23/01/2002 - Voltar
◊ José Genoino: “Os direitos humanos devem
presidir o governo. São uma conquista da civilização. Presidir não
significa inibir a polícia, favorecer o bandido, o tráfico. É possível ter
uma política de direitos humanos e uma polícia eficiente. Uma boa polícia
não é a que sai batendo indiscriminadamente, mas a que age no momento
certo, no lugar certo. Tem de separar o uso da força, que é legítimo, do
uso da violência, que é sair fazendo guerra. Quero fazer essa discussão no
PT. Uma política de direitos humanos não deve impedir a Rota de agir com
energia e com força. Não pode impedir a polícia de investigar. Tudo tem de
ser feito com critério.” |